
A Marinha do Brasil (MB) é uma força centenária que protege nosso litoral de inimigos externos e, podemos dizer, internos, que efetua a fiscalização de navios e também está sempre de prontidão para auxiliar a quem mais precisa em naufrágios, desastres naturais, resgate de pessoas no mar e outros problemas relacionados a nossa “Amazônia Azul”, mas nesse final de semana, em Fortaleza, Ceará, uma das atividades que a MB realizou foi a de ajudar a quem mais precisa, além de encantar pessoas com sua nau-capitânia, seus belos helicópteros, armas e militares, além dos impecáveis uniformes de seus membros.
O imponente Navio-Aeródromo Multipropósito “Atlântico”, o principal navio da Marinha, ancorou no porto de Fortaleza no dia 18 de janeiro, juntamente com sua escolta, a Fragata “Liberal”, numa parada durante o exercício “Aspirantex 2024”, no qual o Grupo-Tarefa liderado pelo Atlântico (nos quais também fazem parte as Fragatas “Defensora “, “Constituição”, “Independência” e “União”, que não vieram a Fortaleza) efetuam exercícios militares visando o adestramento de seus tripulantes e principalmente de 170 aspirantes da Escola Naval, incluindo oito mulheres, além de oito cadetes do Exército Brasileiro (EB) e da Força Aérea Brasileira (FAB) que embarcaram no Atlântico com o objetivo de aumentar o intercâmbio entre as três forças armadas brasileiras.

Também participam do exercício, mas não vieram para o Ceará, a Corveta “Júlio de Noronha”, o Submarino “Tikuna”, além de dois helicópteros UH-12 “Esquilo”, dois UH-15 “Super Cougar”, dois SH-16 “Seahawk”, dois AH-11B “Wild Lynx”, um IH-6B “Bell Jet Ranger III”, dois caças AF-1 “Falcão” (A-4 Skyhawk) e um Sistema Aéreo Remotamente Pilotado Embarcado (SARP-E) RQ-1 “ScanEagle”, operando a partir do Navio-Patrulha Oceânico “Apa”. A “Aspirantex 2024” ainda contará com a participação de aeronaves da FAB. As cidades visitadas, além de Fortaleza, são Natal (RN), Cabedelo (PB), Recife (PE), Maceió (AL) e Salvador (BA).
Em Fortaleza, antes da visitação do Atlântico, foi realizada, de forma inédita na cidade, a chamada ACISO (Ação Cívico-Social), com o objetivo de prestar assistência médica e social à população da cidade. No dia 19 de janeiro, militares da Marinha apoiaram a manutenção da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral “Matias Beck”, do Governo do Estado do Ceará, com pintura, reparos de hidráulica e elétrica. Em paralelo, foram doados alimentos não perecíveis e itens de higiene pessoal para uma casa de acolhimento a idosos, além de efetuarem a doação de sangue em parceria com o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (HEMOCE).
No dia 20, também de maneira inédita, a bordo do “Atlântico”, ocorreram atendimentos médico e odontológico gratuitos, pré-agendados pela Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza. As pessoas que foram agendadas foram bem recebidos nas instalações do navio, receberam atendimento ambulatorial de diversas especialidades médicas, coleta de sangue para exames laboratoriais, além de atendimento odontológico e também receberam orientações sobre saúde bucal e higiene dos militares presentes na ação. O Professor Luiz Reis, Editor do Canal Militarizando esteve presente, a convite do Centro de Comunicação Social da Marinha, durante grande parte da manhã do dia 20 e presenciou os impecáveis atendimentos da equipe médica chefiada pelo Capitão-de-Fragata Paulo Celso Brackmann Júnior, que prontamente e educadamente atendeu o Prof. Luiz Reis tirando suas dúvidas.



O comandante do “Atlântico”, o Capitão-de-Mar-e-Guerra Eugênio Campos Huguenin esteve presente durante a ACISO no navio e, durante a conversa com o Prof. Luiz Reis, ressaltou a iniciativa e o ineditismo da ação, realizada no navio, e os efeitos que elas causam para divulgar o trabalho social da Marinha, que também é muito bem realizado em outros locais do Brasil, como na Região Amazônica (onde a Marinha está sempre presente com navios hospitais auxiliando a carente população ribeirinha), na Região do Rio Paraguai e no Pantanal brasileiro. O que o comandante falou é válido, pois no Nordeste brasileiro, que também tem populações bastante carentes, ações como a ACISO são necessárias e bem-vindas.

Depois da visita na ACISO, o Comandante do Navio gentilmente convidou o Prof. Luiz Reis e o repórter do Jornal O Povo, Vítor Magalhães, para conhecer o navio por dentro. O Tenente Alcântara foi o nosso guia na visita, onde foram mostradas a enfermaria do navio (praticamente um mini hospital, pois estava muito bem equipada e possuía até UTI – Unidade de Tratamento Intensivo), o convés de voo (ou convoo), onde estavam “espotados” dois helicópteros UH-15 “Super Cougar”, dois SH-16 “Seahawk”, além de um UH-12 “Esquilo”. Depois foram mostrados o passadiço (de onde se comanda o navio e suas operações aéreas) e o Centro de Controle de Combate, onde, por razões de segurança, tais locais não puderam ser fotografados pelo professor.



No final da visita ao interior do navio, o Professor Luiz Reis foi gentilmente convidado pela competente Tenente Ohana Gonçalves, do Centro de Comunicação Social da Marinha à visitação pública ao “Atlântico” que ocorreria no dia seguinte, 21 de janeiro (domingo). O professor prontamente aceitou o convite e no dia seguinte iria visitar o navio, assunto que será tratado na segunda parte deste artigo.
IMAGEM DE CAPA: O Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) Atlântico ancorado no Porto do Mucuripe, em Fortaleza, na manhã do dia 20 de janeiro. (Foto: “Jornal O Povo”).
AGRADECIMENTOS: A toda tripulação do NAM Atlântico, em especial o seu comandante, CMG Huguenin, ao CF Brackmann, chefe do corpo médico, e CF Márcia Freitas, o CT Danilo, os Tenentes Alcântara e Ohana Gonçalves e os Sargentos Boaventura e Willer. Também agradeço o apoio do jornalista Vitor Magalhães do Jornal O Povo e principalmente ao jornalista e amigo Angelo Nicolaci, do site “GBN Defense”, que sem a ajuda dele, tais artigos não seriam possíveis.
FONTES: Agência Marinha de Notícias, Jornal O Povo e Wikipédia.

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